Profissional utilizando laptop
O desconhecido impacto da monitoração de aplicações e infraestrutura

Ferramentas convencionais de monitoramento ajudam a revelar algumas informações importantes sobre a operação, mas podem se tornar intrusivas. Veja como avaliar seu impacto no ambiente.

Sabemos da importância da monitoração das aplicações para a operação de TI. Precisamos manter os serviços disponíveis e, de preferência, com o menor tempo de resposta possível. Inicialmente, saber se uma URL está retornando o que deveria e em um tempo aceitável era suficiente, mas hoje, na maioria das vezes, só isto não basta. Pensando nisso, as ferramentas de monitoração têm evoluído bastante para oferecer mais opções para todo o tipo de necessidade. Nesse cenário, está se tornando cada vez mais comum a simulação completa de usuários. São robôs que reproduzem o comportamento dos usuários reais e coletam todo tipo de métrica que ajudam a manter sob vigilância os principais fluxos dentro de uma aplicação.

Mas chega um momento em que o custo-benefício do monitoramento entra em xeque. No mercado, já nos deparamos com casos onde mais de 66% dos acessos à determinada aplicação eram sintéticos. Mas como podemos mensurar o impacto desse tipo de monitoração?

Vale lembrar que não é só a aplicação que é impactada, mas toda a infraestrutura envolvida. Os usuários sintéticos consomem os mesmos recursos dos usuários reais.

Medindo o impacto

O Zerum Valk, como ferramenta de Wire Data Analytics, permite dar visibilidade a todo esse tráfego e extrair informações relevantes sobre o comportamento dessas transações.

Uma forma simples e rápida de ter uma ideia sobre esse impacto é separar as transações em dois grandes grupos: aquelas provenientes da monitoração e as demais. Para se chegar a esse número, podemos usar um filtro na request HTTP que indique se tratar de uma transação de monitoramento sintético, através de IP de origem, cookie ou user-agent, por exemplo. Dessa forma, podemos saber a proporção entre essas transações com as demais. Não são raros os casos onde encontramos até 90% das transações de uma aplicação relacionadas à usuários automatizados e outras tarefas de monitoração.

Conclusão

Quando a monitoração se torna mais cara que o usuário/cliente, percebemos que é necessário mudar a estratégia. Utilizando ferramentas modernas que conseguem analisar o tráfego da sua rede sem qualquer overhead, podemos levantar esses números e permitir avaliar o custo-benefício que esse tipo de monitoramento traz e o ajudar a racionalizar o uso dos recursos da sua rede, evitando ou minimizando o impacto para o cliente.